Pular para o conteúdo principal

Dr. Luiz Henrique Carboni – Otorrinolaringologia em Brasília – DF

Quando a cirurgia pode ser considerada?

“Meu filho tem amígdalas grandes, ele precisa operar?” É uma das perguntas que mais escuto no consultório.

A resposta curta é: depende. E vale explicar do que ela depende, porque o tamanho das amígdalas ou da adenoide, sozinho, não conta a história toda.

Visão rápida

  • Toda criança precisa operar? Não. A maioria das crianças não precisa de cirurgia.
  • Quando ela pode ser indicada: quando o aumento das amígdalas ou da adenoide provoca sintomas importantes, ou quando infecções recorrentes comprometem a qualidade de vida da criança.
  • Quem decide? A indicação é individualizada e baseada na avaliação do otorrinolaringologista.
Cirurgia de amígdalas e adenoide em crianças: quando pode ser indicada

A cirurgia de amígdalas e adenoide é uma das cirurgias mais conhecidas da infância. Mas nem toda criança com amigdalite, ronco ou adenoide aumentada precisa passar por ela.

A decisão depende da história clínica, dos sintomas, da resposta ao tratamento clínico e do impacto que o problema causa na qualidade de vida da criança.

A indicação da cirurgia de amígdalas e adenoide depende desses fatores e deve ser individualizada para cada criança.

Cirurgia de amígdalas e adenoide: o que são a amigdalectomia e a adenoidectomia?

A amigdalectomia é a cirurgia para retirada das amígdalas.

A adenoidectomia é a cirurgia para retirada da adenoide.

A cirurgia de amígdalas e adenoide pode envolver a retirada das amígdalas, da adenoide ou das duas estruturas, dependendo da indicação.

O que explico aos meus pacientes

Algumas orientações ajudam os pais a entender que a decisão pela cirurgia exige uma avaliação cuidadosa. Compartilho aqui uma explicação que dou com frequência às famílias.

“A indicação da cirurgia não depende apenas do tamanho das amígdalas ou da adenoide. O mais importante é entender como essas alterações estão interferindo na respiração, no sono, nas infecções e na qualidade de vida da criança.”

Uma pergunta que escuto muito

“Doutor, meu filho tem amígdalas grandes. Ele precisa operar?”

Seu filho tem amígdalas grandes e você está em dúvida sobre cirurgia?

O tamanho das amígdalas não conta toda a história. A avaliação dos sintomas e do impacto na rotina ajuda a entender os próximos passos

Nem sempre. Algumas crianças têm amígdalas naturalmente volumosas e nunca desenvolvem nenhum problema com isso.

A cirurgia passa a ser considerada quando esse aumento causa dificuldade para respirar, ronco importante, apneia do sono, dificuldade para engolir ou compromete a qualidade de vida. O tamanho, por si só, não determina a necessidade de cirurgia. Esse mesmo raciocínio vale também para a adenoide.

Em quais situações a cirurgia pode ser considerada?

Cada criança é avaliada individualmente. Entre as situações em que a cirurgia pode ser uma opção estão:

  • amigdalites recorrentes com impacto significativo na qualidade de vida;
  • aumento importante das amígdalas ou da adenoide causando obstrução das vias aéreas;
  • ronco importante ou apneia obstrutiva do sono;
  • dificuldade para respirar pelo nariz relacionada ao aumento da adenoide;
  • outras situações avaliadas pelo otorrinolaringologista.

A decisão de realizar uma cirurgia de amígdalas e adenoide depende dos sintomas, da história clínica e do impacto do problema na qualidade de vida da criança. Quando os sintomas persistem, não respondem bem às medidas clínicas ou comprometem de forma importante a saúde da criança, a cirurgia passa a fazer parte das opções.

Aumento das amígdalas e da adenoide: sintomas e situações que podem levar à avaliação cirúrgica.

A decisão de realizar uma cirurgia de amígdalas e adenoide depende dos sintomas, da história clínica e do impacto do problema na qualidade de vida da criança.

A cirurgia precisa ser realmente necessária?

A decisão é individualizada e considera sintomas, resposta ao tratamento clínico e impacto na qualidade de vida da criança

Toda cirurgia é igual?

Não. Dependendo das características da criança, pode ser indicada:

  • retirada apenas da adenoide;
  • retirada apenas das amígdalas;
  • retirada das amígdalas e da adenoide na mesma cirurgia.

A escolha depende da doença que está sendo tratada.

Tipos de cirurgia das amígdalas e da adenoide: amigdalectomia, adenoidectomia e adenotonsilectomia (adenoamigdalectomia)

Foi indicada uma cirurgia para seu filho?

Entender qual estrutura precisa ser tratada e por quê faz parte de um planejamento cirúrgico individualizado.

Como é a recuperação?

Na maioria das crianças, a recuperação ocorre de forma satisfatória com os cuidados recomendados pela equipe médica. O tempo pode variar de uma criança para outra, e o acompanhamento médico durante esse período é importante.

Mitos e Verdades

“Toda criança com amígdalas grandes precisa operar.”

❌ Mito.

O tamanho das amígdalas, isoladamente, não define a necessidade de cirurgia.

“A cirurgia pode melhorar a respiração e a qualidade do sono quando bem indicada.”

✅ Verdade.

Em crianças selecionadas, a cirurgia traz benefícios importantes.

“Toda amigdalite leva à cirurgia.”

❌ Mito.

Muitas crianças são tratadas com sucesso sem procedimento cirúrgico.

“A decisão deve ser individualizada.”

✅ Verdade.

Cada criança tem características próprias que precisam ser consideradas.

Mitos e Verdades sobre a cirurgia das amígdalas e da adenoide na infância.

O que muita gente pensa × o que as evidências mostram

Pensa-se: “Amígdalas grandes significam cirurgia.”

Evidência: O tamanho é apenas um dos fatores considerados.

Pensa-se: “Quanto antes operar, melhor.”

Evidência: A cirurgia deve ser indicada apenas quando seus benefícios superam os riscos.

Pensa-se: “Toda criança com amigdalite de repetição precisa operar.”

Evidência: A decisão depende da frequência, da gravidade, da resposta ao tratamento clínico e do impacto na qualidade de vida.

Mensagem-chave:

A decisão pela retirada das amígdalas e da adenoide não se baseia apenas no tamanho dessas estruturas, mas principalmente nos sintomas e no impacto que causam na vida da criança. Sempre que possível, o tratamento clínico vem primeiro.

“Uma cirurgia bem feita começa com uma cirurgia bem indicada.” Por isso, antes de pensar em operar, avaliamos com cuidado se essa é realmente a melhor opção para a criança.

Quando devo procurar um otorrinolaringologista?

Procure avaliação se a criança:

  • apresenta amigdalites frequentes;
  • ronca intensamente;
  • apresenta pausas respiratórias durante o sono;
  • respira pela boca de forma persistente;
  • tem dificuldade importante para respirar ou se alimentar por causa do aumento das amígdalas.

Continue aprendendo

Conclusão: quando procurar o médico

Amígdalas ou adenoide aumentadas não significam, por si só, indicação de cirurgia. O que define a conduta são os sintomas e o impacto deles na vida da criança.

A cirurgia de amígdalas e adenoide pode ser uma opção importante quando há uma indicação bem estabelecida, mas não deve ser realizada apenas pelo tamanho das amígdalas ou da adenoide.

Procure um otorrinolaringologista quando a criança:

  • tem amigdalites de repetição;
  • ronca ou tem pausas na respiração durante o sono;
  • respira pela boca com frequência;
  • apresenta dificuldade para engolir ou se alimentar.

Na consulta, avaliamos o conjunto do quadro clínico para decidir, junto com a família, se o tratamento clínico é suficiente ou se a cirurgia deve entrar como opção.

Ainda ficou com dúvidas sobre a necessidade de cirurgia?

Uma avaliação individualizada pode ajudar a entender se o tratamento clínico é suficiente ou se a cirurgia deve entrar como opção.

O que dizem meus pacientes

Quem já passou por aqui conta como foi

Sobre o Dr. Luiz Henrique Carboni

Dr. Luiz Henrique Carboni, otorrinolaringologista em Brasília.

Dr. Luiz Henrique Carboni

Médico otorrinolaringologista em Brasília

CRM 19098 | RQE 10877

  • Formado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP (FMRP-USP).
  • Residência em Otorrinolaringologia no Hospital das Clínicas da FMRP-USP.
  • Atua no diagnóstico e no tratamento das doenças do nariz, dos ouvidos, da garganta, da voz e do sono, incluindo em crianças.
  • Membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) e International Member da American Academy of Otolaryngology–Head and Neck Surgery (AAO-HNS).

Sua prática se baseia em avaliação clínica cuidadosa, investigação individualizada e comunicação clara com a família. Atende em Brasília, com um cuidado médico ético, humanizado e individualizado.

Aviso importante

Este conteúdo tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Ele não substitui a consulta médica nem a avaliação individual da criança. O diagnóstico e a definição do tratamento devem considerar os sintomas, o exame físico e, quando necessário, os exames complementares de cada paciente.

Revisão bibliográfica e fontes de consulta

  • Mitchell RB, Archer SM, Ishman SL, et al. Clinical Practice Guideline: Tonsillectomy in Children (Update). Otolaryngol Head Neck Surg. 2019;160(1 Suppl):S1-S42. doi:10.1177/0194599818801757.
  • American Academy of Otolaryngology–Head and Neck Surgery (AAO-HNS). Clinical Indicators: Tonsillectomy, Adenoidectomy, Adenotonsillectomy in Childhood. Disponível em: entnet.org

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *